quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

DEVEDORES DO INSS-FONTE-MF

Resultado de imagem para DEFICITE DA PREVIDENCIA MENTIRA

Prezados Senhores

- Em 31 de dezembro de 2015 existia um estoque de dívidas dos contribuintes com a previdência de R$ 455,0 bilhões  (7,71% do PIB).

- Em 31 de dezembro de 2015 a dívida total dos Estados e Municípios com a União montava em R$ 586,6 bilhões (9,94% do PIB).

- Em 31 de dezembro de 2015 o Brasil tinha um estoque de dívida (interna e externa líquida) de R$ 4.055,7 bilhões (68,70% do PIB).

- Cabe lembrar as dívidas de consumo dos brasileiros com os bancos e fornecedores (60% da população brasileira estão inadimplentes).

- Cabe lembrar também da eterna dívida dos agricultores com os bancos oficiais.

Podemos afirmar que no Brasil todos devem para todos ao mesmo tempo, e ninguém paga a ninguém (renegocia), assim sendo é esse o nosso único projeto como nação, ou seja: renegociação de dívidas, por isso não há espaços para os debates de futuro, mas apenas para os debates medíocres de tesouraria.


Devedores do INSS – Fonte - MF

 

Base: Ano 2015


I – COBRANÇAS ADMINISTRATIVAS


A atividade de cobrança consiste, principalmente, na recuperação dos créditos levantados pela Fiscalização ou confessados pelo contribuinte, relativos à contribuição devida e não recolhida, pelas empresas à Previdência Social.

Durante uma auditoria fiscal efetuada em uma empresa, é verificado o cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo relativas às contribuições arrecadadas e administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária, podendo resultar na constituição de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, Lançamento de Débito Confessado – LDC ou Auto de Infração – AI.

Não havendo pagamento, parcelamento ou impugnação do crédito constituído dentro do prazo legal, o processo passa da esfera administrativa para a esfera judicial e o débito é inscrito em Dívida Ativa. Esta seção abrange a atividade de cobrança de processos de débitos administrativos da Previdência Social.

Não são computados os parcelamentos do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, instituído pela MP no 2.0043, de 14 de dezembro de 1999, cujos valores são recolhidos pela Secretaria da Receita Federal, sendo posteriormente repassados à Previdência Social.


Anos

VALOR DE COBRANÇAS ADMINISTRATIVAS (R$ Mil)
-

Tipo de Instituição
-
Total
Órgãos Públicos
Empresas Privadas
Ignorado
-
-
Federais
Estaduais
Municipais
-
-
2011
102.174.422
839.536
4.281.988
19.633.113
77.419.667
118
2012
96.674.936
44.824
2.975.738
18.430.657
75.223.523
194
2013
107.565.876
73.401
3.448.379
26.661.183
77.382.794
119
2014
119.551.220
58.792
3.321.225
27.281.144
88.889.936
123
2015
126.916.239
68.014
3.405.225
27.386.665
96.056.207
128

 Conclusões:

Em dezembro de 2015, a quantidade de débitos administrativos foi de 514,8 mil, correspondendo a um valor de 126,9 bilhões. Comparada com o ano anterior, a quantidade de débitos administrativos diminuiu 4,7% e o valor aumentou 6,2% no período. As empresas privadas participavam com 89% na quantidade e 75,7% no valor total dos débitos administrativos. Comparada com o ano anterior, a quantidade de débitos de empresas privadas diminuiu 5,1% e o valor aumentou, 8,1%. A quantidade de débitos de órgãos públicos federais e estaduais diminuiu (27,5% e 7,7%, respectivamente), e nos órgãos públicos municipais diminuiu 0,5%. Com relação ao valor, o acréscimo foi de 15,7% para os órgãos federais, aumento de 0,4% para os órgãos municipais e de 2,5% para os órgãos estaduais.


Em 2015, a quantidade de débitos administrativos cadastrados atingiu 550,5 mil créditos, o que correspondeu a um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior. A quantidade de pagamentos de parcelamentos atingiu 2,1 milhões, o que correspondeu a um decréscimo de 5% em relação ao ano anterior. O valor dos parcelamentos foi de R$ 4,7 bilhões, o que correspondeu a uma diminuição de 17,7% em relação a 2014. A quantidade de pagamentos de débitos administrativos foi de 29,5 mil e cresceu 4,4% em relação ao ano anterior, enquanto que o valor foi de R$ 311,3 milhões e diminuiu 0,3% em relação a 2014.

II - DÍVIDA ATIVA


As atividades da Dívida Ativa se iniciam a partir de: (a) um processo, oriundo da área de Cobrança Administrativa, relativo ao não recolhimento de contribuições previdenciárias ou ao não cumprimento de obrigações legais que, após uma avaliação da documentação para constatação da certeza e liquidez do débito, é inscrito na Dívida Ativa; e (b) um processo cadastrado na Procuradoria relativo à cobrança de débitos não previdenciários (originado de ato do qual resulta dano ao INSS).

O débito decorre de uma atuação da fiscalização e é documentado pela emissão de uma Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, um Auto de Infração – AI, ou um Lançamento de Débito Confessado – LDC, que é uma declaração espontânea do devedor. Caso esse débito não possa ser cobrado na área administrativa do INSS, ele é transferido para a Dívida Ativa, podendo ser, posteriormente, ajuizado e/ou parcelado.


Ano
QUANTIDADE E VALOR DE DÉBITOS NÃO PARCELADOS EM DÍVIDA ATIVA


Quantidade


Valor (R$MIL)



Total
Tipo de Instituição

Total
Tipo de Instituição


Órgãos Públicos
Empresas Privadas
Ignorada

Órgãos Públicos
Empresas Privadas
Ignorada
2011
1.282.419
14.484
1.262.473
5.462
161.792.168
11.874.095
149.826.294
91.779
2012
1.552.872
17.666
1.529.608
5.598
196.397.872
13.985.781
182.317.829
94.262
2013
1.730.916
19.729
1.705.687
5.500
234.829.088
17.587.027
217.147.512
94.549
2014
1.978.907
19.704
1.953.760
5.443
285.075.168
18.849.041
266.130.180
95.947
2015
2.446.177
21.269
2.419.588
5.320
328.094.814
21.225.457
306.771.375
97.982










Conclusões:

Em dezembro de 2015, a quantidade de débitos não-parcelados atingiu 2,4 milhões, no valor de R$ 328,1 bilhões, o que correspondeu a um acréscimo de 23,6% na quantidade e de 15,1% no valor, em relação a dezembro de 2014. As empresas privadas participaram com 98,9% da quantidade e 93,5% do valor dos débitos não-parcelados.

A quantidade de débitos parcelados, em dezembro de 2015, foi de 173,2 mil, e o valor atingiu 23,3 bilhões. Cerca de 99% da quantidade e 95% do valor dos débitos parcelados foram de empresas privadas.

De 2014 para 2015, a quantidade e o valor dos pagamentos de débitos diminuíram, respectivamente, 19,3% e 40,5%. A quantidade e o valor do pagamento de parcelamentos convencionais decresceram, respectivamente, 22,5% e 18,3%. O pagamento de parcelamentos especiais diminuiu 40,9% na quantidade e 2,8% no valor. O pagamento de outros débitos cresceu 1.676,4% na quantidade e 849,5% no valor, naquele período. Com relação a este último, o aumento deveu-se à inclusão, no ano de 2015, de novas modalidades de pagamento e também a entrada de pagamentos acumulados de anos anteriores.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.



Ricardo Bergamini
Membro do Grupo Pensar+ www.pontocritico.com

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