domingo, 6 de dezembro de 2015

Nada como um dia atrás do outro. A História não perdoa.

Nada como um dia atrás do outro. A História não perdoa.
Olhem bem para esta imagem, vejam as FIGURINHAS carimbadas.

"Pimenta em olhos alheios é colírio" Ou "Como é fácil ser hipócrita"

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Em 1999, José Dirceu endossou o pedido de impeachment de FHC, vociferando: 'Qualquer deputado pode pedir à Câmara a abertura de processo contra o presidente.
Dizer que isso é golpe é falta de assunto'
José Dirceu, em nome do PT e de alguns aliados oportunistas, entrega (foto) a Michel Temer, então presidente da Câmara, o pedido de impeachment contra
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Fernando Henrique Cardoso.
25 de agosto de 1999: ao lado de Lula, com o apoio de Agnelo Queiroz, da esforçada Marina Silva (no canto esquerdo) e de vários outros conhecidos figurantes,
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o então deputado José Dirceu entregou ao presidente da Câmara, Michel Temer, o documento que pedia o impeachment de FHC
Presidente do PT à época, José Dirceu caprichou na pose de defensor da pátria em perigo ao tentar justificar o que acabara de fazer naquele 25 de agosto de 1999.
"Qualquer deputado pode pedir à Mesa a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República", bradou depois de entregar ao presidente da Câmara,
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Michel Temer, o documento que propunha o afastamento de Fernando Henrique Cardoso, reeleito dez meses antes. "Dizer que isso é golpe é falta de assunto".
Se os celebrantes daquele ato acreditassem nos imorais discursos do "animador de picadeiro" Lula, o PT de 2015 (e seus defensores puxa-sacos) teria a obrigação
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de enxergar no PT de 1999 um bando de golpistas a serviço do capitalismo selvagem. E se dar conta que o discurso atual dos petistas é absoluta FALTA DE ASSUNTO.
Mas vigaristas sem cura não perdem tempo com o que disseram, fizeram, dizem ou fazem.
Com a expressão colérica recomendada a quem repetia de meia em meia hora que o PT "nãoróba nem dexa robá", o orador tratou com igual ferocidade
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ao então chefe de governo, que considerava incapaz de governar. A perda do cargo seria um castigo até brando para FHC, gritou, na época, o grupo hipócrita.
Passados 16 anos, o moralista amoral curte a segunda temporada na cadeia. Descobriu-se que a figura de guerreiro do povo era mais um disfarce do corrupto onipresente.
Por tudo isso e muito mais, o vídeo daquele ato tornou-se uma perturbadora relíquia histórica. É outra prova de que, depois de anos, os ladrões da República assumiram
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o controle do lugar e fizeram o diabo sob os aplausos (e a omissão irresponsável) do rebanho que a tudo assistia da plateia.
Pena que o reincidente engaiolado não tenha tempo, nem ânimo, para comentar o que andou fazendo em 1999. Absorvido por uma guerra particular, o guerrilheiro
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agora luta para safar-se da cadeia. Abre o bico apenas para conversar com vizinhos de cela ou com o advogado. E só pensa agora no impeachment do juiz Sérgio Moro.
Como mais uma coisa "normal".
OBS: Naqueles dias, o MENSALÃO era desconhecido, a PETROBRAS era a "joia do Brasil", o BNDES apenas um banco de fomento à nossa indústria,
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e a Refinaria de PASSADILMA não fora comprada. Haja hipocrisia para estes sujeitos !

Marcelo Aiquel

sábado, 5 de dezembro de 2015

BRASIL UMA VERGONHA LÁ FORA E OUTRA AQUI DENTRO

Ela, sempre ela...
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POR JOSÉ NÊUMANNE: BRASIL UMA VERGONHA LÁ FORA E OUTRA AQUI DENTRO
Publicado no Estadão
Em seis minutos, quando você houver terminado de ler este texto, 12 brasileiros terão perdido o seu emprego: dois a cada minuto. Será difícil achar outro. Quem encontrar, dificilmente será com um salário semelhante. Mas isso não é problema para a sempre “extremamente preocupada, estarrecida e muito chateada” presidente da República Dilma Rousseff, que viajou na sexta-feira e está de volta após ter participado da Cúpula do Clima em Paris, para onde Barack Obama só foi no domingo.
Que Deus nos acuda! Nosso clima agora não é favorável – do Oiapoque ao Chuí. A sinistra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que ficará na Europa duas semanas, na chefia da delegação brasileira nas negociações da mudança climática, informou há 15 dias que o desmatamento na Amazônia aumentou 16% de agosto de 2014 a julho último, longe da meta zero anunciada. Nunca no Brasil governo algum tomou a única atitude para pôr fim ao desmate da floresta tropical: simplesmente proibi-lo. Mas Dilma foi aquém ao cortar 72% das verbas programadas para combatê-lo. Com a Hileia em chamas, diz candidamente Izabella que a defesa do ecossistema não depende só de sua presença aqui. Enquanto isso, ardem reservas florestais no interior da Bahia.
Domingo, Dilma reuniu-se, antes de começar a 21.ª Conferência das Nações Unidas sobre Condições Climáticas (COP-21), com os chefes de governo do Equador e da Noruega. Será que tentou convencê-los a transpor neve dos Andes e água dos fiordes noruegueses para o semiárido? Lá ocorre a maior seca em 50 anos, sem que jamais ela haja visitado a região, nem que fosse apenas para confortar sertanejos morrendo de sede. Os reservatórios de água das grandes cidades nordestinas estão praticamente vazios e a única providência tomada por seu governo foi incluir nos anúncios do Partido dos Trabalhadores (PT) na televisão depoimentos de vítimas da estiagem manifestando sua esperança na transposição do Rio São Francisco, obra faraônica que virou esfinge inconclusa em ruínas.
A presidente só foi ao Vale do Rio Doce uma semana após a tragédia da ruptura da barragem de contenção de rejeitos da mineradora Samarco, um dos maiores desastres ambientais da História. Assim mesmo, manteve a tradição de não pôr o pezinho na lama tóxica. A participação do Brasil na COP-21 foi vergonhosa como a avalanche de mentiras que a candidata à reeleição desencadeou na campanha de 2014. A diferença é que, no ano passado, ela mentiu em português tatibitate, enquanto em Paris balelas como a cobrança de R$ 20 bilhões de multas pelo Ibama tiveram tradução simultânea para muitos idiomas. Os meios de comunicação já se tinham encarregado de contar a verdade em línguas suficientes.
Não dá para levar a sério um governo que nunca tomou nenhuma providência para evitar a trágica imprevidência da mineradora, na qual a União tem relevante participação acionária. E ninguém está disposto a relevar essa falha só porque antes nenhum outro governo também nunca fiscalizou alguém. A tragédia ambiental e humana é de tal monta que qualquer desculpa esfarrapada, a esta altura, deixa de ser cínica para virar um escárnio – tomando emprestada a magnífica metáfora usada pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao votar pela permissão da prisão, pela Polícia Federal, do líder do governo no Senado, Delcídio “do” Amaral (PT-MS).
A onda de lama contaminada que desceu da cidade histórica de Mariana, em Minas, até o mar do Espírito Santo (que não nos valeu!) foi mais do que uma evidência da vergonha que o Brasil passaria em Le Bourget com o descaramento destrambelhado da desabilitada gestora desta República. A tragédia que destruiu vidas, vilas e campos às margens do Rio Doce é também a metáfora mais exata dos vexames que têm paralisado o país com a revelação da roubalheira devassada na Operação Lava Jato.
Preso na véspera o amigo de Lula que tinha licença do ex para entrar em seu gabinete sem ser anunciado, o 25 de novembro entrou para a História com a prisão do líder do governo no Senado, por ter planejado a fuga do ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró para não ser delatado por ele. O PT abandonou-o em nota alegando que ele não cumpria tarefa partidária, igual desculpa do Palácio do Planalto para evitar se sujar na lama que invadiu seu lago na entrada, onde nem os patinhos nadam em paz.
Delcídio (na etimologia, assassínio de Deus) só podia, então, estar a serviço do Menino Jesus, cujo aniversário se celebrará em menos de um mês e era frequentemente citado em suas pias mensagens em redes sociais. Essa hipótese seria reforçada pela desculpa de que sua decisão de doar R$ 50 mil (sendo seu salário de R$ 33 mil) por mês ao ex-subordinado Cerveró fora por “razões humanitárias”. Só isso talvez merecesse a canonização do ex-diretor da Petrobras, ex-tucano e concorrente de Irmã Dulce e de Madre Teresa de Calcutá.
Os votos unânimes da 2.ª Turma do STF foram históricos. Mais histórica ainda foi a sessão noturna na qual, entre lamentos e feições soturnas, os senadores abriram a votação (52 a 19) e confirmaram a prisão do colega (59 a 13), contrariando desesperados apelos do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). Como no verso célebre de John Donne, os insignes anciãos (Senado vem do latim senior) sabiam que os sinos da opinião pública não dobravam por Delcídio, mas por todos quantos a ele se associaram na doce ilusão da impunidade, ora em extinção. Tudo sob o silêncio funéreo de opositores que, por falta de inteligência, vergonha ou por rabo de palha, sob a liderança do amigo oculto Aécio Neves (PSDB-MG), se juntaram ao chororô cuspindo para cima sem cuidar da lei da gravidade.
Da última semana de fortes emoções ficou ao menos a esperança de essa lama tóxica da política nos levar ao pleno Estado de Direito, no qual todos são mesmo iguais perante a lei.

13 de dezembro: Brasil nas praças e ruas


No próximo dia 13 de dezembro, domingo, às 13h, brasileiros sairão às ruas e praças de cidades do Brasil e Exterior para derrotar o “13”; todos na rua pelo impeachment!
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Alguns dos Movimentos que estão convocando atos e manifestações para esse dia:

Em Lisboa, a manifestação acontecerá na Praça Luís de Camões [foto abaixo] 

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Foto: João Leitão
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